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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Compilado de indicações: Filmes de Janeiro

Quem acompanha o Viés AQUI na página do Facebook, ou AQUI no meu perfil do Filmow já notou que sempre tem relatos filmes rolando por lá.
A ideia era compilar um post no mês com os melhores filmes presenciados pelos meus globos oculares, o problema é que me empolguei e vi muitos filmes, e digo mais, gostei muito de todos.
Logo afirmo que caso meu ritmo continue alto, farei um compilado quinzenal :)

The best of!

Quero Ser John Malkovich -1999 Being John Malkovich (Sinopse AQUI
Já disse isso antes, mas depois que assisti a esse filme, me arrependi por todas as duas horas ociosas que não investi assistindo QSJM desde 1999, quando foi lançado. Um filme intrigante que me trouxe de uma maneira irreal uma reflexão absurda sobre o consciente  personalidade a ambição do ser humano.

Django Livre - 2012 Django Unchained (Sinopse AQUI)
Quando todos os personagens se tornam cativos, até mesmo quando estão atirando alguém para cachorros comerem, ou subtraindo uma vida para tomar um bom drink tranquilamente quer dizer uma coisa: A história é foda pra caralho muito boa e envolvente! (ok, sangrenta também).

Looper - Assassinos do Futuro -2012 (Sinopse AQUI)

Viagem no tempo não é um tema que pode ser ignorado (quem nunca pensou nisso?), e o que posso dizer é que esse filme tem pegada. Traz a imaginação para a tela como só a ficção é capaz mas de maneira sensata, lógica. É fácil ligar a realidade atual com ele. Quando acabou, só pude pensar: Fantástico!

Vale a pena!



As Aventuras de Pi - 2012 Life of Pi (Sinopse AQUI)
Eu li o livro também, e a conclusão é os dois valem a pena fortemente. Não se engane pelo banner, esse não é um filme para crianças! Trata muito mais de como o ser humano pode encontrar maneiras de lidar com as situações mais adversas. Além de tudo, é um filme visualmente lindo.

Donnie Darko - 2001 (Sinopse AQUI)
Eu me lembro das corretes de fotolog ilustradas por esse coelho maligno, mas só depois de ver Donnie Darko entendi porque diziam que as "indicações do coelho" não podiam ser ignoradas. Com o filme isso acontece: Não dá para ignorar! Ele mexe com a nossa cabeça cabeça de forma involuntária, e o trunfo é decifrar o que é real ou não.

A Invasora - 2007 A L'intérieur (Sinopse AQUI)
Esse é um filme sádico e sangrento, que tem muitos pesares, eu admito. Provavelmente ele não estaria aqui na lista se eu não tivesse assistido no dia certo que combinou com meu humor e não precisa confiar em mim, já que admito como meu gosto pode ser duvidoso as vezes. Só acho que peguei a essência de como a dor alheia pode ser banal se uma vida for o que te move a provocá-la.

Vale a pena se...





A Viagem - 2012 Cloud Atlas (Sinopse AQUI)
Esse é um filme que não tem ligações óbvias e exige atenção absoluta para sua compreensão  porém o ritmo dele não colabora com toda a atenção que ele pede, logo ele se torna uma incógnita. Ele tem histórias tão boas que algumas mereciam um filme só para elas, achei ambicioso todas estarem em um único filme, e ele termina de visto com a sensação: "Foi bom, agora deixa eu entender por que." Se você gosta de exercitar seu poder de associação, invista! Caso essa não seja a sua pretensão  provavelmente vai achar que ficou faltando alguns pedaços nesse filme.

Compramos um Zoológico - 2011 We Bought a Zoo (Sinopse AQUI)
Esse é um filme tão lindo e gostoso de ver que acho fácil relevar o quanto é previsível. Se você gosta de se surpreender com a história, pode se incomodar, porque ela é exatamente o que parece.

Mar Adentro -2005 (Sinopse AQUI)
Esse é um filme de um tetraplégico que luta pelo direito de morrer, sem incriminar ninguém, já que não pode se matar sozinho. Achei o contexto muito interessante, ainda mais por ser inspirado em uma pessoa real, levanta questionamentos que nunca tinha me feito antes e isso é bom. Mas posso te dizer o óbvio: O nível de ação de um filme estrelado por um personagem tetraplégico é ZERO.

Sede de Sangue - 2009 Bakjwi (Sinopse AQUI)
"Jeane, lá vem você com essas indicações esquisitas outra vez!" Gente, tente me compreender, não é todo dia que aparece um filme de um padre que se torna vampiro enquanto é voluntário para ser cobaia de uma busca para cura de uma doença que vem se alastrando. Ele sobrevive, mas sofre o efeito colateral de se tornar um vampiro. É uma batalha entre as suas novas necessidades e sua fé, e sim, achei uma abordagem tão diferente quanto interessante. Tem que estar aberto para gostar desse filme, afinal, é coreano e é de um padre que vira vampiro. Se não estiver aberto, não veja, e se ver e não gostas, não me culpe.

É isso! Espero que tenham gostado da seleção e lembre-se: Sugestões de filmes são sempre bem vindas :)








quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Life of Pi / As aventuras de Pi (2012) Sobre o livro e o filme

Alguém me explica por que o nome original não foi mantido? Afinal, A vida de Pi é tão relevante quanto "As aventuras de PI"... mas borá lá falar um pouco desse livro e filme:

Sinopse - A Vida de Pi - Yann Martel
O narrador da história é um garoto indiano de 16 anos chamado Piscine Molitor Patel, mais conhecido como Pi. Sua família administra um zoológico na cidade de Pondicherry, mas decide abandonar o país no auge de sua instabilidade política, nos anos 70. A ideia é se mudar para o Canadá, pegando carona no cargueiro que transferirá os animais do zôo para os EUA. Infelizmente, o navio afunda logo nos primeiros dias de viagem. Há apenas cinco sobreviventes: Pi, uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de Bengala, todos salvos pelo único barco salva-vidas disponível. Inicia-se aí uma cruel luta pela vida entre cinco mamíferos no meio do oceano Pacífico. Aparentemente, Pi não tem a menor chance de escapar das feras. 
Enquanto aguarda sua vez de ser devorado, o garoto tenta encontrar alguma remota possibilidade de matar o tigre, o que é praticamente impossível: o animal está saudável, pesa mais de 200 quilos e é capaz de nadar. À beira do desespero, Pi conclui que o melhor a fazer é manter o felino vivo e dependente de seus cuidados. Esta é sua única chance. O jovem usa o conhecimento que adquiriu no trato dos animais no zoológico para domar a fera e conquistar o seu respeito. E o tigre, acostumado a viver numa jaula e a ser alimentado pelos humanos, não demora para perceber que precisa de Pi vivo. O mais impressionante é que o autor, Yann Martel, consegue dar um final surpreendente a uma história tão incomum. A conclusão desta aventura imprevisível contrapõe a grandiosidade e a mediocridade que coexistem em todo ser humano.


O que eu achei do livro?

A história é impressionante. A construção do personagem Pi é muito bem feita, com certeza, um dos personagens mais cativantes que já tive contato.
A linha de raciocino que Pi segue antes de tomar suas atitudes (especialmente relacionadas ao Tigre) trás informações diversas e curiosas sobre o tratamento de animais e o comportamento deles.
Outra coisa que gostei foram as divisões feitas dos capítulos. A maioria deles é bem curta, e isso deixa a história fluir de maneira bem fácil, além de facilitar os momentos de pausa. Para terem ideia, são 100 capítulos e 424 páginas.

O que eu achei do filme?
É lindo, visualmente lindo. Eu assisti depois de ter lido o livro, e achei uma adaptação muito digna e bem feita, mas prefiro parar meus comentários por aqui, pois me tornei incapaz de falar sobre o filme sem comparar com o livro.

E qual vale mais a pena?
Sem medo de errar eu digo: Ambos valem muito a pena.
Se você ver o filme primeiro, vai se aprofundar muito na história quando ler o livro, e achar fantástico conhecer melhor o Pi, e todos os dilemas da sua sobrevivência. 
Se você ler o livro primeiro, vai achar o máximo entender melhor como era a estrutura e organização do bote em que ele vai parar, sem contar que, como disse, o filme é visualmente lindo de se ver.

OFF Topic.
O que leva a história a ser contada é a promessa que "Essa é uma história que te fará acreditar em Deus". Quando essa frase se justifica tanto no livro, como no filme, a gente engole seco e entende subitamente um tanto de coisas que dão boas reflexões. Mesmo assim EU, Jeane, correndo o risco de ser massacrada, não achei que o impacto de tudo interferiu em nada se tratando de fé. Não acreditei em Deus por conta da história, mas acreditei que o Pi acreditava, isso bastou.

E você, o que achou do filme/livro?



terça-feira, 3 de julho de 2012

Ensina-me a Viver, uma peça que mostra o sentido da vida com o amor

Sinopse da Peça "Ensina-me A Viver"

A improvável história de amor entre Harold, um senhor de quase vinte anos, obcecado pela morte e Maude, uma jovem de quase oitenta anos, apaixonada pela vida. Sensível, inteligente e rico, Harold não conheceu o pai e vive com a mãe indiferente e autoritária.
A quase octogenária Maude vive em um teatro, rodeada por margaridas e passarinhos e aproveita cada segundo de sua existência como se fosse o último. Quando se encontram, a sintonia é imediata! Maude, cheia de alegria e positividade ensina a Harold os prazeres da vida e da liberdade.
“Ensina-me a Viver” é uma tocante e bem-humorada história de descobertas, que leva o espectador a acreditar que simplificar a vida é sempre o melhor caminho.

Com Glória Menezes, Arlindo Lopes e grande elenco.

Essa peça esteve em vários teatros, com alguns intervalos entre as temporadas desde 2007, mas só agora pude assisti-la, graças ao projeto "CEU é Show", criado pela prefeitura de São Paulo.
Esse projeto trás grandes atrações teatrais e acontece até setembro, todas as atrações são gratuitas, confira a programação AQUI.

De graça e perto de casa, quer mais o que da vida?


Sobre a Peça Ensina-me A Viver, posso dizer que é uma experiência fantástica aos olhos. A montagem do cenário feita com várias camadas de tecidos que se movem e refletem as imagens projetadas dá a sensação de que estamos vendo vários palcos. E a movimentação do cenário? É feita com tanto estilo que tem até acrobacia.


Como se a estrutura e montagem bem planejada já não dessem um bom espetáculo, e a história que pela sinopse já comove, a peça ainda trás atores primorosos e todos em cena traduzem o significado da palavra "Talento".


A Glória Menezes sem dúvida é uma grande atriz, mas disso todo mundo sabe né? Quem me roubou o fôlego mesmo, foi o Arlindo Lopes. Sabe aquele rosto que a gente conhece de algum lugar, mas não sabe bem de onde? Então, ele era esse rosto para mim antes de vê-lo interpretando Harold.

Arlindo Lopes é o cara que consegue gritar de tristeza pulando e girando sozinho no palco por mais de 15 segundos sem parecer falso, engraçado ou esquisito. E isso amigo, não é para qualquer um.


Se você tiver a chance de ver essa peça, não pense duas vezes, vá! Mas caso tenha dúvidas de que essa oportunidade irá surgir, assista esse compacto da peça num clipe em uma adaptação da música Eduardo e Mônica do Legião Urbana que ficou muito bom.



Gostou né? Eu sabia que ia gostar do vídeo!rs Mas lembre-se: Nada substituí o teatro.

Fotos por: Chico Lima, André Pinnola e Rubens Cerqueira

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Doce Vingança (I Spit on Your Grave) - 2010

Sinopse

Jennifer Hills (Sarah Butler) é uma jovem escritora, que resolveu ir para uma sossegada cabana na mata com o objetivo de escrever seu novo livro. Sua presença logo é notada em um pequeno vilarejo próximo, o que faz com que alguns moradoras resolvam lhe pregar um susto. A brincadeira vai mais longe do que deveria e faz com que Jennifer passe por atos de humilhação, incluindo tortura física e psicológica. Ela consegue escapar e, a partir de então, concentra todo seu tempo e forças para planejar sua vingança.

Nome original: I Spit on Your Grave
Ano de produção: 2010
País de produção: EUA
Direção: Steven R. Moore
Roteiro: Stuart Morse, baseado no roteiro original de Meir Zarchi
Elenco: Sarah Butler, Jeff Branson, Andrew Howard
Duração: 108min

Comecei a ver esse filme sem grandes pretensões. Ele começa bem monótono e previsível, principalmente se você já leu a sinopse. Mas quando as coisas começam a acontecer, da agonia, aflição e uma vontade que as cenas terminem logo. Isso é bom. É o ponto que te atinge como telespectador.


O problema todo é que exceto a personagem principal, nenhum personagem tem respostas dos "por quês". 
O idiota é idiota porque sim. O garanhão é garanhão porque sim, e assim por diante. Ah! Eles são amigos porque sim e e fazem todo o jogo cruel com a Jennifer porque sim também.



Me parece que a intenção era prender a atenção de todos na história central, e nas cenas de vingança, que por sinal, são bem boas, e assim, ninguém lembraria de "detalhes" como a construção de personagens e o fato de que a garota deveria te a musculatura muito mais trabalhada para conseguir executar a sua vingança.

3 estrelinhas porque eu curto brutalidade no cinema
Resumindo, se você quer ver um filme cheio de torturas bem pensadas para a vingança, é um bom filme, mas saiba que não é uma tarefa fácil sentir empatia por qualquer personagem. É dificil se apegar até mesmo com a mocinha da história. 
A ligação com ela é tão fraca que no momento da vingança, eu torci contra os estupradores, mas não necessariamente a favor da Jennifer.




E você, já viu esse filme? O que achou?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Jogos Vorazes (The Hunger Games) - 2012

Sinopse:
'Jogos Vorazes' se passa um futuro distante, depois da extinção da América do Norte, quando sua população é dividida em 12 distritos.
odos os anos nas ruínas de onde outrora fora a América do Norte, a nação de Panem força cada um de seus doze distritos para enviar um menino e uma menina para competir nos Jogos Vorazes. Parte entretenimento, parte tática de intimidação do governo, os Jogos Vorazes são um evento televisionado em que os "Tributos" devem lutar um contra o outro até que um sobrevivente permanece.
Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.

Elenco: Liam Hemsworth, Jennifer Lawrence, Elizabeth Banks, Josh Hutcherson, Woody Harrelson, Willow Shields, Stanley Tucci, Alexander Ludwig, Isabelle Fuhrman.
Direção: Gary Ross
Gênero: Ficção Científica
Duração: 142 min.


Esse ano estou feliz com o cinema, sei que está no começo, mas depois de ter visto Hugo Cabret e agora Jogos Vorazes, o que vier é lucro.

Não é exagero, o filme é bom, a história é muito boa, forte e intensa e por isso mesmo pareceu superficial. 
O fato é que o filme inteiro é cheio de porquês, ele explica o que está acontecendo bem e mesmo assim faz a gente querer saber mais sobre aquilo.

E uma personagem feminina forte? Quem ai estava de saco cheio de mocinhas "marrentas" e frágeis?

 Todos os personagens poderiam dar outro filme, e eu veria todos, fato. Nem lembro quando foi a última vez que tive uma empatia completa do elenco assim, dos vilões aos mocinhos.

Algumas pessoas acharam a história pesada para 12 anos, a faixa indicada, mas sinceramente? Acho justo.
Ok, faz tempo que não tenho mais 12 anos, mas mesmo tratando de temas fortes como sacrifícios, controle de massas pelo terror e moldes impostos de sociedade, a dinâmica é fácil de entender e o figurino trabalhado dos personagens, exagerados, passam bem a impressão que apesar de algumas críticas possam ser enquadradas na nossa realidade, no filme o extremo é realçado.


Impacto. Foi o que ele quis causar e acertou em cheio.

Só para não perder o clima de "histórinha" o romance é bem digerido, ou seja, não é meloso ao ponto de ofuscar toda a história. 


O que diferencia o Jogos Vorazes é mesmo a história, o formato dele é aquele bem conhecido, com mocinhos, vilões, triângulo amoroso, lembranças motivacionais, coisas de filmes hollywoodianos? Sim, claro. Não nego.

Então se você estiver saturado desse formato e fizer a linha mais "cult", pode não gostar tanto assim, mas vale a diversão. 


Esse não um filme para ser "o melhor da vida", não toca tando assim, mas a história poderia entrar no ranking de melhores, é só não comparar muito com 1984 por exemplo, já que são contadas de maneiras diferentes, para públicos diferentes. O público de Jogos Vorazes está mais próximo do de Harry Potter. O público, não a história.


Faltou meia estrela ai, ele só perde um pouco por ser  superficial

Eu gostei muito e você, o que achou do filme? Já viu? Pretende ver?


segunda-feira, 12 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret (2011)

Elenco: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Jude Law, Helen McCrory, Ben Kingsley, Emily Mortimer, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen, Ray Winstone.
Direção: Martin Scorsese
Gênero: Aventura
Duração: 127 min.
Distribuidora: Paramount Pictures


Curiosidades: 

» O diretor americano Martin Scorsese ('Ilha do Medo') usa a mesma tecnologia vista em 'Avatar', e filmará com as câmeras fusion criadas por James Cameron e Vincent Pac.

» 'A Invenção de Hugo Cabret' (The Invention of Hugo Cabret) é baseado em um livro de Brian Selznick.

» Inicialmente intitulado 'The Invention of Hugo Cabret', teve seu título original reduzido para 'Hugo Cabret', e agora será lançado apenas como 'Hugo'.


Quando comecei a ver algo sobre A Invenção de Hugo Cabret pensei que lembraria um pouco de Harry Potter, não pela história, que não tinha nada a ver, mas no sentido de ser um “filme para crianças que alguns adultos gostam”, sem ofensas, é claro.

Esse é o primeiro filme que não colocarei sinopse, porque não achei nenhuma que resumisse de forma coerente o que o filme me passou, mas não se preocupem, não terá spoiler.


Hugo é um personagem que age com coragem para combater o medo da solidão. Um garoto que vivia com seu pai aprendendo o oficio de relojoeiro e se encanta com a ideia de concertar um Autônomo Escritor (um boneco mecânico com uma caneta na mão), o último projeto que tinham juntos antes do pai morrer.


Órfão, Hugo assume a função do tio beberrão de fazer a manutenção dos relógios da estação de trem em Paris, e após seu trabalho passa a furtar pequenas peças que podem ajudar ele a concertar seu Autônomo, que ele espera ser o seu amigo e que traga uma mensagem do seu pai.

O caminho dele com George, um velhinho ranzinza, se cruza da pior maneira possível, e nesse momento o sonhos e medos dos dois se cruzam. É o início da mudança da vida dos dois.


No filme acontece tanta coisa intensa em cenas tão rápidas e bonitas que nem posso identificar quando tudo se transforma em cinema.


É o 1º filme em 3D que eu não senti o 3D, estranho dizer isso, porque geralmente eu me incomodo em ficar muito tempo assistindo filmes em 3d, só que parecia realmente natural, nostálgico, como uma lembrança de algo que não vivi.  





A Invenção de Hugo Cabret fala sobre perdas e sonhos, ou melhor, da transição entre uma coisa e outra. Essa história é abordada se maneira tão sutil e bonita que é difícil resistir aos seus encantos. Mas não é  uma história infantil infantil, apesar do seu personagem principal ser.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sem Limites (Limitless) 2011



Sinopse

Eddie Morra (Bradley Cooper) sofre de bloqueio de escritor. Um dia, ele reencontra na rua seu ex-cunhado, Vernon (Johnny Whitworth), que lhe apresenta um remédio revolucionário que permite o uso de 100% da capacidade cerebral. O efeito é imediato em Eddie, pois ele passa a se lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em sua vida. A partir de então ele consegue aprender outras línguas, fazer cálculos complicados e escrever muito rapidamente, mas para manter este ritmo precisa tomar o remédio todo dia. Seu desempenho chama a atenção do empresário Carl Van Loon (Robert De Niro), que resolve contar com sua ajuda para fechar um dos maiores negócios da história.

Diretor: Neil Burger
Elenco: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Cornish, Jennifer Butler, Daniel Breaker.
Fotografia: Jo Willems
Trilha Sonora: Nico Muhly
Duração: 105 min.
País: EUA
Gênero: Suspense

Imagine que naquele momento que sua vida vai de mal a pior, como em um milagre, te oferecem uma droga que no melhor sentido da palavra, expande os horizontes do pensamento?
Impossível não querer certo?
A trama difere os momentos limpos com uma luz morta, imagens frias e os momentos que a droga faz efeito com alto contraste e luzes fortes, uma jogada visual que me ganhou, porque é fácil perceber que os momentos sob efeito da droga, o ritmo do filme é bem mais rápido.


É empolgante a forma que a narrativa anda, a busca por mais droga e a luta para se mantes com ela, claro, todos que usaram uma vez querem mais.
Alguns personagens do filme aparecem quase sem introdução, assim como a própria droga, e apesar de isso não comprometer o filme a ponto de torná-lo vago demais, se a história tivesse uma base melhor, tornaria o filme excelente. Talvez haja uma continuação para explicar os pontos vagos, quem sabe? 


Sobre o elenco, achei digno! Robert De Niro foi o impulso para escolher ver o filme, mas no fim das contas a participação dele não foi tão grande assim. A surpresa ficou por conta de Bradley Cooper, que eu não lembrava de nenhum outro filme, que segurou bem o personagem Eddie desde sua fase "largada" (que me lembrou o Eddie Vedder, bem grunge) até sua evolução. O elenco feminino estava sem graça, não merece grandes considerações.

Sem Limites é um filme que te pega pela sinopse e não decepciona.

E vocês, já viram? O que acharam?


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Palhaço (2011)



Sinopse:
Benjamim (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José) formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Benjamim é um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência. Ele vive pelas estradas na companhia da divertida trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho. Venha rir e se emocionar com este grande espetáculo. 

Elenco:
Paulo José, Selton Mello, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Álamo Facó, Cadu Fávero, Erom Cordeiro, Hossen Minussi, Maíra Chasseraux, Thogun, Bruna Chiaradi, Renato Macedo, Tony Tonelada, Fabiana Karla, Jorge Loredo, Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira, Ferrugem

Duração: 88 min
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Selton Mello

O Palhaço é um daqueles filmes que você sabe que vai ser bonito assim que ver qualquer coisa dele.
Pode ser pelo título, trailer, catas, sinopse... realmente, isso não importa.
Se você for fã do Selton Mello então? Pronto.

Eu nem vou tentar te convencer a ver esse filme, porque aposto que assim que viu o post já decidiu se é o tipo de filme que você gostaria de ver, ou não. Estou certa?


O palhaço nos envolve visualmente, e vamos combinar que a temática de circo implora por isso. Eu já fui a circos de lona velha e estrutura precária, mas depois que o show começa tudo fica belo se você aprecia o lado artístico da coisa (que bobagem a minha, se você está em um circo, claro que aprecia né?hahaha). 


Toda a beleza se deve muito pelos personagens, muito bem escolhidos para cada papel! Até aquele ator ou atriz que fica longe de ser seu favorito, preenche o papel que foi proposto de modo que não deve ser questionado, gostei muito, até das menores participações!


A simplicidade é evidente, os sonhos, as metas e as pessoas. Nesse contexto nada te força a rir ou a chorar, o filme tem a medida certa para se envolver, sem saturar em nada.

Outra coisa, muito interessante é que as cenas que dizem mais no filme, não tem uma palavra. Apenas um olhar, ou uma ação deixa a cena tão forte como quando você ouve uma música por acaso e só quando ela termina percebe que ela tem tudo a ver com você naquele momento.

Avaliação
Eu gostei, como disse, já sabia que iria gostar. O filme não decepciona nem surpreende. É bonito, poético e pronto.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones) - 2010


Sinopse: 
Em dezembro de 1973, Susie Salmon voltava da escola para casa quando foi
assassinada. Ela tinha apenas 14 anos. Depois de morta, Susie continua a velar por sua família – enquanto seu assassino permanece solto. Presa em um extraordinário, ainda que misterioso, espaço entre a Terra e o Céu a menina descobre que precisa escolher entre a busca por vingança e o desejo de ver seus amados seguirem em frente. O que tem início como um chocante homicídio leva a uma jornada visualmente criativa e repleta de suspense que, através dos laços de memória, amor e esperança, segue em direção a um desfecho surpreendente e emotivo. (cinepop)

Direção: Peter Jackson
Gênero: Drama
Duração: 139 min.
Elenco: Rachel Weisz, Mark Wahlberg, Susan Sarandon, Stanley Tucci, Michael Imperioli, Saoirse Ronan, Nikki SooHoo.


Amarelo. Se fosse preciso descrever a primeira impressão que tive do filme, seria essa. Muito amarelo e azul. O milharal que é cenário do diálogo entre o assassino e Susie não parece ter  fim. Logo pensei: "que espécie de caminho é esse que ela tem que usar para voltar para casa?". Mas os motivos que levam a gente a ver um filme são muitos e as vezes estranhos.
Nesse caso, não sabia nada sobre o filme, e o que me chamou a atenção foi a própria Susie, tão fofa! Com aquele ar inocente e esquisitinho, que particularmente não resisto.




A história tem uma ordem cronológica constante que foi feita muito bem. É normal os filmes ligados a assassinatos e paraíso serem repletos de flashbacks para explicar o que está acontecendo. Nesse caso, os flashbaks estão ligados diretamente com as cenas, em formas de relapsos. Mais próximo do que acontece com a gente né? Uma cena rápida que vem na cabeça, o tempo de dar uma piscada longa e voltar ao presente.

Me irrito quando vejo cenas que a pessoa está lembrando de algo super longo, e depois que a cena volta  no presente a pessoa ainda está com a mesma expressão. Só é pior quando tem o outro personagem estralando os dedos ou algo assim chamando ela para a realidade!

Bem, isso não acontece, mas devo alertar que é das poucas características reais, porque tudo é bem lúdico. Vamos combinar que isso era fácil de supor pelo título.

O filme tem uma ideia boa, mas passa muito tempo entre a morte da garota que fica perdida no "limbo" até ela decidir partir de fato. Como o tempo dela continua o mesmo e o de todos os outros personagens passa, a história deixa de desenvolver algumas "sub-histórias" muito interessantes.

Por exemplo, o irmão mais novo da Susie percebe que ela está presa entre os dois mundos, mas passa batido na história, com poucas cenas tocando superficialmente no assunto. Também tem uma garota sensitiva  que até tem um papel importante, mas tão pouco marcante que nem me lembro o nome dela.

Penso que se a proposta era de fato firmar a ligação de Pai e Filha, mostrando um pai inconformado que não desistiria nunca de sua filha (como de fato acontece, e é bonito de se ver de tão angustiante), porque levantar outros temas como exemplifiquei acima, e ainda um romance adolescente desnecessário?

A história principal já era boa: Um assassinato brutal e dissimulado, pais inconformados, garota presa entre dois mundos... (fora o desenrolar que não vou contar para não estragar tudo).

Querer incrementar essa história só deixou o filme longo (mais duas horas) e foi deixando aquela garota tão fofa, meio boba. Aliás, tive que ignorar algumas cenas equivocadas para escrever essa crítica.


Assisti ao filme em um domingo de manhã, foi bom porque achei o filme bonito, me concentrei na história, porque estava com a cabeça tranquila para ignorar as cenas equivocadas e as que abusaram dos efeitos especiais deixando tudo bem tosco. Por isso eu gostei.

O Correto seria 3 estrelas e meia, mas essa menina é tão lindinha que ficou 4  :p

E você, já viu esse filme? O que achou?





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