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terça-feira, 7 de junho de 2011

Água para Elefantes (2011)




Sinopse:

Jacob Jankowski (Hal Holbrook) já passou dos 90 anos e não consegue esquecer seus momentos da juventude nos anos 30, período difícil da economia americana, que o levou a trabalhar num circo. Foi lá, enquanto era jovem (Robert Pattinson) e um ex estudante de Veterinária, que ele conheceu a brutalidade dos homens com seus pares e também com os animais, mas encontrou a mulher por quem se apaixonou. Marlena (Reese Whiterspoon) era a Encantora dos Cavalos, a principal atração e esposa do dono do circo: August (Christoph Waltz) um homem carismático, mas extremamente perigoso quando suas duas paixões estavam em jogo.




O que eu achei?






Quando vi o trailler desse filme, fiquei super  curiosa para assisti-lo, primeiro, porque eu simpatizo muito com a Reese Whiterspoon, acho ela uma ótima atriz além de estar linda nesse personagem. Segundo porque no elenco, está o Christoph Waltz, o eterno coronel nazista Hans Landa de Bastardos Inglórios, um ator fenomenal. Terceiro porque a fotografia é linda de morrer, e lá pelos últimos motivos, queria tentar redimir o Robert Pattinson por ter feito o vampiro que tem pele de purpurina e brilha no sol na saga Crepúsculo.

O filme começou bem, com o bom velhinho Jacob narrando sua antiga história no circo dos Irmãos Benzini, e é impressionante a semelhança entre o digníssimo Hal Holbrook e o Robert Pattinson, mesmo com a diferença de idade, não dá para deixar de notar.


A história ia se desenvolvendo em um ritmo estranho. Tudo acontece relativamente rápido, mas sem um desenrolar satisfatório. Só é possível se aprofundar na história focando na bela fotografia, daí a gente junta toda aquela coisa de “Magia do circo” que todo mundo ouviu falar mesmo que não sinta e sai da superficialidade das cenas.

Depois desse esforço para entrar na história, eu juro que queria parar de enxergar o Vampiro do Crepúsculo durante o filme, e dar alguma credibilidade ao Robert Pattinson como ator, mas ele foi sabotado pelo roteirista que deu justo o nome do Lobsomem do Crepúsculo, Jacob, ao seu personagem. Ou seja, impossível desvincular.

Como ficou claro até aqui, eu me decepcionei ao ver o filme, mas talvez a culpa seja minha. Tive a impressão de ser filme para pessoas muito românticas, que definitivamente não me encaixo.

Mesmo assim, existem os pontos fortes, como a abordagem do maltrato de animais um forte motivo para não terem animais nos circos de hoje e a vida “cigana” dos artistas de circo, justo o núcleo do August (Christoph Waltz), que tem um papel bem dissimulado, logo consegue neutralizar bem os atos desprezíveis que comete no decorrer da história, bem ao estilo Bastardos Inglórios.

Em alguns momentos, a gente quase fica triste por algumas cenas não terem sido trabalhadas, e a falta de ritmo fica mais evidente no final.

A minha dica, é que você não crie expectativas se for assistir-lo como eu fiz. Talvez assim você possa gostar dele.

PS. Eu não li o livro, meu relato é totalmente restrito ao filme.

E você, já viu o filme? O que achou?


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